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Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.
Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.

Salmos 46

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Repelente inflacionado: demanda cresce e deixa produto 76,19% mais caro

A vida não está fácil para quem quer evitar o  mosquito mais temido do momento: o Aedes aegypti, transmissor da dengue, chikungunya e do zika vírus. Além do risco de ser vítima de uma das doenças, ainda tem o impacto no bolso.

A relação do zika vírus com o surto de microcefalia, confirmada pelo Ministério da Saúde, fez com que a procura por repelentes aumentasse 40% nas farmácias baianas. Junto com o crescimento da demanda, o preço do produto também disparou, sobretudo, dos repelentes a base de icaridina, que prometem um tempo de proteção de até 10 horas. Ao longo do ano passado, o produto Exposis na versão de 100 ml - o mais recomendado pelos médicos para as grávidas - subiu de R$ 42 para R$ 74, aumento de 76,19%.

Os números são do Sindicato do Comércio Varejista de Produtos Farmacêuticos do Estado da Bahia (Sincofarba). O preço subiu também  nos produtos à base de citronela que ficaram 18% mais caros, com variação de R$ 11 para R$ 13 e nos repelentes compostos por dietil-toluamida (DEET), que tiveram um reajuste de 16,9%, passando de R$ 11,80 para R$ 13,80.

“O preço pulou por conta do aumento da demanda, que foi tão grande a ponto de deixar os estoques das farmácias e dos distribuidores completamente vazios. Nem mesmo a indústria esperava que a procura fosse tanta”, explica o vice-presidente do Sincofarba, Luiz Trindade.

Guerra diária:

A fisioterapeuta Clarissa Gonçalves sentiu na pele e no bolso o reajuste do preço do repelente, além da dificuldade de encontrar os produtos à base de icaridina ou citronela na prateleira das farmácias.

Grávida de seis meses e com uma das filhas alérgica ao mosquito, ela tem adotado outras estratégias para tentar economizar no que vem gastando com repelente. “O repelente está bem caro, mas a gente não pode deixar de comprar não só porque eu estou grávida, mas também porque minha filha tem alergia ao mosquito. O cuidado é redobrado”, conta. 

Se no início do ano passado ela pagava por um frasco de 200 ml de repelente a base de citronela R$ 20, o preço que paga hoje pelo mesmo produto mais que dobrou. “Gasto por mês uma média de R$ 80 para comprar dois frascos. Isso quando consigo encontrar na farmácia. A gente chega a rodar em até quatro lugares para achar o repelente”. 

Clarissa tem feito de tudo para se ver livre do mosquito, sem ter que gastar tanto. “Às quatro da tarde fecho a casa toda e só ando com a raquete antimosquito para baixo e para cima. Ventilador e ar-condicionado ficam sempre ligados. Até um mosquiteiro tive que comprar para colocar na cama, na tentativa de manter o mosquito bem longe”. 

A servidora pública Jamile Oliveira também tem gastado além da conta para manter o Aedes aegypti distante. Com um filho recém-nascido que vai completar 2 meses, ficou pesado comprar o repelente específico para bebês que custa R$ 59. Por mês, a despesa chega a R$ 120. A alternativa, então, foi redobrar a vigilância em casa e diminuir o número de aplicações do repelente. “A orientação do médico é aplicar três vezes, mas aí eu teria que gastar três vezes mais. A gente acaba pagando caro por um problema que é de saúde pública”. 

Por causa do preço do repelente, Jamile só aplica o produto no bebê uma vez por dia, em contrapartida aumentou a preocupação em combater o mosquito. “Fico bem atenta quanto à prevenção. Não deixo passar nada que possa vir a ser um foco para que o Aedes se desenvolva”. 

Fonte: Correio


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