Informe Gospel TV






Parceiros

Reflexão

Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.
Ele faz cessar as guerras até ao fim da terra; quebra o arco e corta a lança; queima os carros no fogo.
Aquietai-vos, e sabei que eu sou Deus; serei exaltado entre os gentios; serei exaltado sobre a terra.
O Senhor dos Exércitos está conosco; o Deus de Jacó é o nosso refúgio.

Salmos 46

Blog

Cristãos lutam pelo fim da escravidão e da exploração sexual

A International Justice Mission (IJM) é a maior ONG contra escravidão do mundo. Embora seja pouco divulgada, seus idealizadores são cristãos que lutam pela liberdade para todos os seres humanos.

Eles seguem uma antiga tradição, uma vez que desde o início da Igreja, a mensagem do evangelho serviu para mudar o Império Romano de dentro para fora, mudando a perspectiva que se tinha sobre a escravidão.

Durante séculos, os cristãos lutaram por causas sociais, como no século 19, quando um movimento liderado por evangélicos como William Wilberforce, ajudou a extinguir a escravidão institucionalizada pelas nações.

Infelizmente, em pleno século 21 esse é um problema que parece longe do fim. O Índice de escravidão global, divulgado no início do ano, aponta que há mais de 45 milhões de pessoas em condições análogas à de escravos. Estima-se que o Brasil tenha 161 mil pessoas vivendo dessa maneira.

Visando despertar a Igreja ao seu papel na proteção dos indivíduos, comunidades e nações inteiras da violência, a International Justice Mission (IJM) reuniu advogados e lobistas cristãos de vários países e luta em diferentes fronts.

Entre elas, a luta contra o tráfico sexual, a violência policial, os abusos contra os direitos de cidadania, apropriação de propriedade e a violência sexual.

Paul Villeda, um ex-professor de Direito na Guatemala, hoje trabalha para IJM em Washington como chefe regional para a América Latina. Ele denunciou recentemente que um dos maiores empecilhos para se eliminar muitos desses problemas é a simples “falta de vontade política”, aliada a morosidade do sistema judiciário na maioria dos países.

Villeda assegura: “Se houve algo que Jesus nos deu o exemplo para, em seguida, nos convidar a fazer, é abandonar nossa zona de segurança e de conforto. Em muitos países o cristianismo é algo aceito, já faz parte da cultura. O que Jesus deseja que façamos é abandonar o comodismo e agir em favor daqueles que sofrem com a violência doméstica e a escravidão sexual. Devemos levantar nossa voz em favor daqueles que não têm voz”.

Voz profética

A IJM defende o fim das injustiças sociais como um todo. “A violência afeta a vida real. Na Bíblia temos histórias de pessoas reais que estavam quebradas, desesperadas”, lembra Villeda.

“Mas em seguida elas têm suas vidas transformadas. Na IJM servimos as pessoas e é muito bonito ver suas vidas serem transformadas. Após serem livres do medo e da violência, elas podem ser que Deus pretendia que elas fossem.”

Abraham George, um advogado que também é pastor ordenado pela Assembleia de Deus, serve como Diretor Internacional de Mobilização Junto À Igreja em IJM, explica que a IJM busca trabalhar em conjunto com as comunidades locais.

Esta semana, centenas de advogados da IJM e outros cristãos que lutam pelo o fim da violência e da injustiça em todo o mundo se reuniram em Londres para a sua conferência anual de oração. Um dos aspectos mais destacados é como organização continua dependente de orações e da ajuda de Deus para realizar o seu trabalho.

Por exemplo, em 2016 a IJM ajudou a resgatar 564 homens, mulheres e crianças do trabalho escravo na Índia. Mas George aponta a pornografia infantil como um dos problemas que mais cresce no mundo. A IJM recentemente participou do processo que libertou 23 crianças que eram exploradas sexualmente nas Filipinas.

“Uma das coisas que todos podem fazer é orar sobre isso. Muitas vezes isso não é visto como algo significativo, mas eu acredito que a oração para que estas crianças sejam resgatadas é fundamental. Todos nós podemos ser uma voz profética de transformação onde convivemos, influenciando o local onde trabalhamos ou estudamos”, encerra. 

Fonte: IJM


Categorias

Reflexão