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É possível celebrar juntamente a páscoa do Novo e Antigo Testamento?

Enquanto os cristãos comemoram a Páscoa no próximo domingo (1), judeus celebram a Pessach a partir desta sexta-feira (30). Por um lado, os cristãos celebram a ressurreição de Jesus Cristo, Por outro, os judeus relembram a passagem do Egito para a libertação na Terra Prometida. Afinal, é possível unir as celebrações do Antigo e Novo Testamento?

De acordo com o professor Matheus Zandona, judeu messiânico e vice-presidente do Ministério Ensinando de Sião, a ligação entre as duas alianças bíblicas é muito mais profunda. Conforme o ensino de 1 Coríntios 5:8, ele explica que judeus e não-judeus devem celebrar a Páscoa como um memorial estabelecido por Deus.

“Yeshua (Jesus) não apenas é morto na Páscoa, mas ele simboliza o próprio cordeiro pascal que tira o pecado do mundo e cujo sangue nos liberta, nos resgata da escravidão do pecado e nos sela como Seus filhos”, afirma Zandona em seu artigo. “Não se pode entender a obra da cruz sem o conhecimento dessa que é a mais simbólica das Festas de Deus. Páscoa fala de nossa libertação para servirmos a Deus”.

Segundo o livro de Êxodo, a Páscoa deveria ser celebrada com um jantar familiar, onde um cordeiro seria assado e comido por todos. O jantar também deveria ter o pão asmo (ou sem fermento) e ervas amargas. Zandona observa que os judeus costumam usar os elementos do jantar como uma ferramenta didática para ensinar às crianças sobre a libertação do povo.

“O pão sem fermento nos ajuda a lembrar que na noite da Páscoa no Egito, comemos às pressas e o pão não teve tempo de fermentar. As ervas amargas nos lembram de como nossa vida era amarga quando éramos escravos de Faraó”, relembra.

Páscoa na Igreja Primitiva

Em seu último jantar de Páscoa com os discípulos, Jesus seguiu exatamente a tradição judaica de sua época e institucionalizou a Santa Ceia. Segundo registros históricos, a Igreja Primitiva celebrava a Festa de Páscoa como os judeus até meados do século 4 d.C.

Quando o Bispo de Roma, Papa Vitor I, impôs uma mudança na data e no simbolismo da Páscoa, o Bispo de Éfeso, Polícrates, registrou sua opinião contrária.

“Nós observamos o dia exato, sem tirar nem pôr. Pois na Ásia grandes luminares também caíram no sono [morreram], (…) incluindo João, que foi tanto uma testemunha quanto um professor, que se deitou no peito do Senhor e (…) Todos estes observavam o décimo-quarto dia da Páscoa judaica de acordo com o evangelho, não desviando em nenhum aspecto, mas segundo a regra de fé (…)”. Eusébio sobre a Carta de Polícrates de Éfeso ao Papa Vitor I – História Eclesiástica – Livro V – Cap. 24

A celebração da Páscoa Judaica foi vetada no Concílio de Antioquia, em 341 d.C, dando lugar à Páscoa Cristã, oficializada pelos pais da Igreja Católica no século 4 d.C.

Nos países de língua anglo-saxônica, a páscoa cristã passou a ser conhecida como “Easter”, nome proveniente de uma festividade de primavera celebrada por Assírios, Babilônios (e posteriormente Celtas), em adoração à deusa Ishtar (ou Oestre no mundo nórdico).

De acordo com Zandona, Ishtar era a deusa da fertilidade - daí o surgimento dos ovos e coelhos como simbolismos. “Em outras palavras, qualquer historiador ou qualquer enciclopédia atestará que a origem do ovo é pagã”, destaca.

“Os cristãos de hoje deveriam obedecer ao apóstolo Paulo e seguir o exemplo dos primeiros crentes, realizando em suas igrejas e em suas famílias um jantar festivo, com pão sem fermento, o cordeiro assado e ervas amargas, para se lembrarem de como a vida era amarga antes de conhecermos a Yeshua, e como ele nos resgatou com mão forte das garras do inimigo e da escravidão do pecado, e nos fez nova criatura sem o fermento do pecado. Deveríamos todos celebrar neste dia como o sangue do Messias foi derramado por nós, nos marcando e nos consagrando a Deus”, orienta Zandona.

Fonte: Mundo Gospel


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